A Pequenina América...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Curta temporada no Teatro Marilia



Postado por Mayombe às 13:26 Nenhum comentário:
Postado por Mayombe às 13:22 Nenhum comentário:
Postagens mais recentes Postagens mais antigas Página inicial
Assinar: Comentários (Atom)

Prêmio Mixsordia

Prêmio Mixsordia

Ficha Técnica

Direção Sara Rojo
Assistência de direção Gil Esper
Dramaturgia Éder Rodrigues, Marcos Coletta e Marina Viana
Elenco Fernando Oliveira, Henrique Limadre , Marcos Alexandre, Marcos Coletta, Marina Arthuzzi,
Marina Viana
Cenografia Gil Esper e Fernando Flávio
Rodrigues
Figurino Paolo Mandatti, Mariana Blanco e
Mayombe
Iluminação Marina Arthuzzi e Gil Esper
Consultoria de Iluminação Felipe Cosse
Criação de vídeos Luiz Felipe D’Ávila
Projeto gráfico Marcos Coletta
Desenhos Fernando Flávio Rodrigues
Cenotécnica Daniel Herthel e
Fernando Oliveira
Técnico de som Patrícia Diniz Novais
Técnico de luz Júnia Pereira
Técnico de Vídeo Mariana Blanco
Trilha Sonora "Este Livro" - música de
Sérgio Nicácio sobre poema de Ana
Cristina César
"Desfiladeiro" - Dibigode
Fotografia Tomás Arthuzzi

Sobre o Espetáculo

Em comemoração ao décimo quinto aniversário, o grupo estreia a montagem de mais um texto

autoral, A pequenina América e sua Avó $ifrada de escrúpulos, inspirado livremente na obra “La

triste historia de la Cándida Eréndira y su abuela desalmada” de Gabriel García Márquez e na

história social de América Latina. O espetáculo procura, através de imagens em contraponto, uma

experiência estética com o público, onde arte e política por um lado e, vida pública e existência

privada, por outro, se misturem.

foto: Tomás Arthuzzi


foto: Tomás Arthuzzi

Sobre o Mayombe

O Mayombe Grupo de Teatro, com 15 anos de contínuos trabalhos no cenário teatral de Belo
Horizonte, tem se destacado por trazer à cena um teatro que se compromete com criação estética
e a realidade, perpassando repertórios da cultura e da história latino-americana, utilizando textos
de autores de diversas nacionalidades da América Latina (Graciela Ravetti, Marco Antonio de la
Parra, Patricia Zangaro, entre outros), bem como trabalhando, em criações coletivas
(Nossosnuestrosmitos; O Julgamento de Don Juan) ou autorais (Por esta porta estar fechada, as
outras tiveram que se abrir e A Pequenina América...). Neste sentido, todas as montagens
produzidas pelo grupo, desde a sua fundação, representam as preocupações sociais e as
inquietações estéticas de seus integrantes.

foto: Tomas Arthuzzi

América

América foi encontrada num saco de lixo, num tubo sem ensaio, magrinha e sozinha na praça da

Sé, boiando na lagoa e num cartaz sem o procura-se pregado no ônibus.

América é uma menina com a linha do equador no umbigo.

América é sem terra, sem teto e tem dona desde que nasceu. Sem mãe, nem pai nem marido.

Traz de cabeça uma canção do rádio.

Traz de cabeça um filme de Carlitos.

Traz na sombra a lembrança da Avó, uma velha $ifrada no peito e nos olhos, de juncos imperiais na

cara, dores militares nas juntas e de pulmões cheios de Mallboro.

América possui uma grande dívida para com sua Avó desde o dia em que nasceu.

Um total de 7 milhões de $ifras somando uma série de infortúnios, desencontros e as histórias que

não ouviu pra dormir, embalada pela noite escura do deserto, da caatinga, do sertão, de um

retrato na parede que dói.

Prometida ao rei Dom Sebastião, que nunca chegaria, sofre junto com a velha, sem escrúpulos, um

motim no dia de seu casamento, causado por um séquito de prestadores de serviço enganados

pela Avó para a realização da cerimonial no deserto. Com o motim a velha desaparece.

Desde então, América segue légua tirana, perdida de sua Avó, na tentativa de cumprir o destino

que lhe ensinaram que era seu.

Um mosaico de delírios e $ifras que ela, América, pequenina e despreparada, vai aprendendo a

lidar a sua maneira, criando as suas armas e também sofrendo as consequências sem trema de

cada herança.

Andanças que adentram em nossa história latino-americana povoada de lendas e opressões,

memórias fraturadas e paixões que nos colocam frente as nossas eternas dívidas acumuladas,

perdoadas e inexistentes.

Ainda não viu o mar, talvez a lagoa.

Na alucinação de viver o dia, quanto de seu sal são lágrimas de alguém?

Quem?

O mar não tem limite, não tem linha, a fronteira balança em ondas ritmadas.

Todo mundo fala da beleza do mar, mas a maioria nunca ultrapassou os limites da areia.

Mas a vida é diferente, quer dizer, a vida é muito pior.

Desenhos: Fernando Flávio

Desenhos: Fernando Flávio





Por esta porta...

Quem sou eu

Mayombe
Aficcionados, colaboradores, amigos, poetas, cantores,academicos, leigos, amadores,amadores, amadores, oficiais, profissionais, etc, etc e etc. O Mayombe Grupo de Teatro reúne artistas desde 1995 em torno da pesquisa sobre o teatro latino-americano. Nosso trabalho parte da multiculturalidade própria da sociedade atual e da busca por um discurso estético que também seja político e que, ao mesmo tempo, trabalhe com as questões das identidades e das memórias.
Ver meu perfil completo

Arquivo do blog

  • ▼  2011 (2)
    • ▼  maio (2)
      • Curta temporada no Teatro Marilia
      • Sem título
  • ►  2010 (2)
    • ►  novembro (1)
    • ►  maio (1)
  • ►  2009 (3)
    • ►  julho (3)
  • ►  2008 (4)
    • ►  novembro (4)

Seguidores

Tema Janela de imagem. Tecnologia do Blogger.